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Ainda Estou Aqui

Que filme. Ainda estou digerindo a história. Claro que sabia do enredo real mas em filme se humaniza tudo que aconteceu com Rubens Paiva, assassinado pelo Estado Brasileiro durante a Ditadura Militar, e a coragem e firmeza da viúva Eunice Paiva que, de um dia para o outro, teve de criar os filhos sozinha e se reinventar enquanto buscava por Justiça e pela verdade.  O que fica? O lembrete para que nunca mais a História se repita. Que se hoje temos liberdade de expressão no Brasil, muita gente igual a gente pagou com tortura e, não raro, a própria vida. Como é o sofrimento das famílias que não podem enterrar seus entes queridos e sequer podem viver o luto. Quão grande é a capacidade de se reinventar e a firmeza de uma mulher. Que a verdade pode demorar mas aparece. Que o Brasil é um país que vale a pena sim.

Sozinho

Li algo interessante hoje, consistente com o que pensei enquanto corria pelas ruas no calor santista: “Na tempestade, o pessimista reclama do vento, o otimista espera passar e o autorresponsável ajusta as velas”. (Autor desconhecido) Se estou vivendo uma situação ruim, real ou imaginária, quem vai me tirar dela não é ninguém além de mim mesmo. Isso é fato. D eus (ou algo maior aos que não são religiosos) dá a chave, mas destrancar e girar a maçaneta para abrir a porta é uma escolha solitária. Demanda autoresponsabilidade. Quem quer simplesmente faz acontecer (ou tem a coragem de pedir ajuda) e não se aprisiona em si, no outro e nas circunstâncias. Não há condição de saúde ou neurodiversidade ou origens, nada que justifique ser refém de uma situação e se apequenar ou se acovardar. O amanhã jamais está garantido. A vida é um sopro. Por isso, urge refletir: qual a razão da tua existência? Os teus relacionamentos, tua identidade e crenças estão alinhados com teu propósito de vida? Quem se ...

Um pouco por dia

 Há quase três meses me movimentei para uma nova área dentro da empresa em que atuo. Estou em um contexto de transformação digital com suporte direto a uma unidade de negócio e responsabilidade por uma tecnologia até então nova para mim.  E como a mudança é desafiadora! E necessária.  Tive de conciliar a mudança com uma grande reforma em casa e nos dias anteriores a minha transição de equipes, meu pai passou semanas hospitalizado e isso demandou de mim muito tempo e energia para lhe garantir um melhor atendimento. Ao mesmo tempo, estou criando novos relacionamentos de trabalho, sendo exposto a grandes problemas e um ambiente em mudança veloz.  Hoje acho que três coisas têm sido válidas para me acalmar: - Silenciar a voz de autocobrança - Aceitar que estou em uma curva de aprendizado e me expor sem receio de errar - Reportar meu progresso (mesmo pequeno) aos meus gestores e mentores Se eu puder colocar um quarto ponto importante - aceitar a ambiguidade e volatilidade....

O que eu uso, versão 2024

 Sempre gostei de ler dicas sobre produtividade pessoal e benchmarks sobre como as pessoas trabalham. Aí vai o meu escrito sobre: Computador: Dell Latitude - Windows 11 (corporativo), Dell Inspiron Windows 11 (pessoal) Celular: iPhone SE 2020 (corporativo), Moto G53 (pessoal), Tablet Samsung Galaxy Tab (pessoal) Top 5 apps: Outlook, WhatsApp, MS Teams, Apple Music, Waze Redes Sociais: LinkedIn e Instagram (mais do que eu gostaria) Típico dia de trabalho:  Acordar entre 5:15 e 5:45, medicação, banho Acordar as crianças, aprontar os lanches, ir pra escola No caminho, música e oração em família até deixa-los na escola Alguma variação mas exercícios - caminhada e academia Conectar entre 8:30 e 9h para ver itens críticos, backlog de emails, momento de foco (idealmente enquanto as crianças estão na escola) e reuniões com meu time (EUA e Índia), parceiros e chefia ou clientes internos Pausa para ajudar no almoço ou buscar as crianças na escola Mais reuniões e momento de trabalho Ence...

I feel a little spaced out

 Fiquei algumas boas semanas desconectado de muita coisa, apesar de sempre com a tecnologia à mão. O que explica? Mudança de função no trabalho, uma reforma emergencial em casa e a vida que se tornou corrida. Tenho planos de investir mais tempo em hobbies sozinho, em casal e cuidar da saúde física.  Vejo que a música me fez falta nesses dias. O simples fato de ficar sem ouvir música direito, sem ouvir os podcasts sobre música e deixar as leituras de lado me fez mal.  Mas vou correr atrás do prejuízo.

Novos hábitos

 Eis que a meia noite começo a me organizar pensando em novos hábitos prevendo uma relação mais saudável com a tecnologia. Estou limitando o uso de telas celulares mas devo criar a mesma regra para tablet e TV. Tudo para silenciar o meio e recuperar minha concentração.

Uma ode a invisibilidade

 Uma das metas que tenho para mim em 2024 é literalmente subir do mapa digital. Mínima presença em Instagram/X, o mínimo de LinkedIn, uso do Whatsapp para estritamente o necessário. Acho que cada vez mais em um universo onde IA gerativa cresce e há um excesso de vozes, pretendo que a minha fique apenas onde faça sentido.

Alguns pensamentos sobre Brasil

Que decepção com o resultado das Eleições no Brasil. Conseguimos eleger um Congresso retrógrado. Normalizamos a banalidade, a desinteligência, a teocracia, o patriarcado. Ao menos alguns deputados combatentes fincaram o pé para ser uma resistência barulhenta. Necessário. Política é visão de mundo. Como tolerar quem personifica a antítese altruísta de Cristo, de Zilda Arns, de Martin Luther King? Não significa que outro seja um Divino, mas há civilidade.  Ver que isso é uma corrente burra que flui pelo mundo ocidental, talvez como reação ao mundo que conhecem ser posto à prova e ameaçar a hegemonia do capitalismo gélido, dando legitimidade ao desprezo pelo meio ambiente, ciência e igualdade social, dá uma vontade de olhar um projeto de longo prazo para a família que seja longe deste País que precisa de muita liberdade, igualdade e fraternidade nos sentidos plenos para ser Nação mais desenvolvida. Deve demorar e é menos simples do que eu gostaria que fosse. Por ora, o que me resta é ...

Férias

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 Minha ausência por aqui foi por um ótimo motivo. Estava de férias. Aliás, neste ano decidi dividir minhas férias em alguns períodos. Foi o primeiro ano que tiro meus 30 dias de direito sem abono. Acho que foi uma boa idéia. Em dezembro, fomos a um resort all-inclusive em Poços de Caldas. Tenho menos fotos do que gostaria. Como era all-inclusive e tivemos de aproveitar os momentos sem chuva, preferimos usar o tempo a petiscar comidinhas e usar as piscinas a fotografar muito. Foi a primeira experiência dessas. Fomos a um parque próximo ao hotel e em um dia, demos uma volta de carro pela cidade. Ter atividades para as crianças fez toda diferença. Nos sentimos bastante seguros e vimos mais gente do que esperávamos de máscara. Uma surpresa positiva em meio a uma pandemia que nem todos realizam. Preferimos ficar em casa durante as semanas de Natal e Ano Novo. Recebemos nossos familiares e visitamos a outros. Trabalhei durante estas semanas até a segunda semana do ano. E saí novamente de...

2021 acabando...

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  Foto: GettyImages Que ano mais longo foi 2021. Pareciam dois anos em um. Entre desafios pessoais, familiares e profissionais, perdas, doenças, quarentena e viagens (finalmente), cercado de música, filmes, séries e livros. Estou contente em como acabou o ano e empolgado com o que está por vir. Por aqui, o que levo desse ano: - Vencer a COVID-19 em março (felizmente não foi grave) E estar TRIPLAMENTE vacinado; 🙏 - Uma promoção para Gerente de uma equipe e área maiores; - Descobrir o jazz como gênero musical (ainda mais); - 5 livros concluídos; - Retomada do convívio em família e com amigos, de forma segura (a pandemia ainda não acabou). O que vi, ouvi e li que mais gostei: Música: Nat King Cole, The B-52's, Nelson Gonçalves Filme/série: Breaking Bad (Netflix), The Beatles: Get Back (Disney+), Chorão: Marginal Alado (Netflix) Livro: Runnin' with the Devil (Biografia do Van Halen) por Noel Monk, Bolder por Carl Honoré, Le Freak por Nile Rodgers Algumas prioridades para 2022: - E...